Corrigindo o cronograma: as peças que ocorreriam no Teatro de Arena ocorrerão no Anfiteatro 9. As demais mantém seus locais.
 
Programação Teatro 

II COLÓQUIO INTERNACIONAL DE TEORIA TEATRAL

Reperformances da Antiguidade Clássica: Voz, Dança e música Festival de Teatro Antigo

O diálogo entre Teatro e Estudos Clássicos tem possibilitado ricas tensões e mútuos esclarecimentos para artistas e pesquisadores há séculos. No século XX, as tensões se intensificaram com programáticas recusas ou revisões daquilo que seria o legado do teatro antigo grego para a modernidade, com os protestos de Artaud ("Para acabar com as obras primas") e de Brecht (Teatro não aristotélico),entre outros exemplos.  Por seu turno, a partir de fins da década de 60 do mesmo século, diversos estudiosos da cultura grego-latina, como O.Taplin, David Wise, Gregory Nagy, buscaram nos Estudos da Performance impulsos para renovar as estratégias interpretativas da recepção do passado.
Assim, para o nosso século, temos uma convergência entre consciência histórica e redefinição das práticas cênicas, na proposição de paradigmas que ultrapassam disciplinas e modos de pensar hierarquizantes.
Para debater esta problemática emergente e instigante é que se propõe este II Colóquio Internacional de Teoria Teatral do Programa de Pós-Graduação em Arte da Universidade de Brasília.

Palestrantes:

A.P. David

Com experiências de ensino em Berlim, Annapolis e Chicago, A.P.David dedica-se a integrar discussão sobre métrica e acentuação gregas com reperformance de textos clássicos, entre eles os  de Homero, Píndaro e Ésquilo. Em 2006 publicou pela Oxford University Press The Dance of The Muses: Choral Theory and Greek Poetics, trazendo ricas contribuições para a controvérsia em torno da organização acentual e métrica da poesia épica e lírica gregas.

Miriam Rother

É coreógrafa e pesquisadora do movimento, tendo já trabalhado no Canadá, Israel, Malawi, Tailândia, Suiça e Quênia, com ênfase entre multiculturalismo e dança, e dança para pessoas com necessidades especiais. Dirigiu e fundou companhias como a Pamoja Dance Group.
A.P.David e Miriam Rother tem organizado palestras e workshops de reconstruções dos ritmos de Homero, Safo, Ésquilo e Sófocles por meio da dança.  "A dança das musas" é o mote deste projeto interartísico e interdisciplinar que procura justamente fazer a mediação entre dados filológicos e sua interpretação ritmizada.

Phillipe Brunet

É professor de grego na Universidade de Ruen e diretor e fundador da companhia teatral Démodocos, a qual se dedica desde 1995 a reperformance de textos gregos, como Os Persas e A Orestéia, de Ésquilo, e adaptações de trechos de Homero. Nas montagens que dirige, Philipe Brunet, além da tradução e/ou adaptação do texto original, atua, canta, toca instrumentos musicais. Todos os trabalhos da Démodocos são alicerçados na integração entre sólida pesquisa filológica e prática teatral.  Para a palestra demonstração, Phillipe Brunet virá acompanhado de Fantine Cavé-Radet, atriz, cenógrafa e cantora integrante da companhia Démodocos.

I Festival de Teatro Antigo

  1. Sete contra Tebas

Interpretação contemporânea a partir do texto homônimo de Ésquilo e de As Fenícias de Eurípides.  Direção: Hugo Rodas. Dramaturgia e Direção musical: Marcus Mota.  Com Dênis Camargo, Pedro Silveira e Fernanda Jacobs.  Duração: 50 minutos.

  1. Recital de Poesia Antiga

Trechos de Homero, Arquíloco, Safo, Alceu, Anacreonte, Ésquilo(Agamenon), Sófocles(Antígona), Eurípides(Bacantes) recitados com acompanhamento musical e danças. Direção e pesquisa: Phillippe Brunet. Com Phillippe Brunet e Cavé Fantine  Duração 1:20.

  1. Medéia Furiosa

Performance do grupo Coletivo 158.1. As linhas do destino de Medéia, após o desenlace da tragédia de Eurípides, serão conduzidas pelas Moiras, do térreo até o subsolo da Rodoviária do Plano, indo ao encontro do coletivo 158.1. Lá, Medéia recebe das Moiras o fio do seu destino calculadamente medido, enquanto furiosa, conta o que lhe ocorreu.  Dia 12 de julho, às 12:30 na Rodoviária do Plano Piloto.

  1. Pandora na linha

Performance do grupo Coletivo 158.1. Dentro do ônibus 158.1 Prometeu e o coro, formado por Hermes, Atena e Afrodite, vestidos de assaltantes, entregam Pandora para a humanidade. É como um assalto às avessas: ao invés de roubar os usuários, Prometeu dá a eles o presente que seu irmão recebeu de Zeus. Pandora então distribui os males, que travestem os bens antagônicos, aos usuários do coletivo.
Medéia Furiosa e Pandora na Linha sãoproduções coletivas de Agatha Bacelar, Loraine Oliveira, Cleuber Amaro, Edivar Noronha, Anabelle Mota, Rud Boing Magalhães, Hilan Bensusan, Isabella Eschembach, Carla Magalhães e Vinícius Gurtler.

  1. Filoctetes

Leitura Dramática. O Filoctetes, tragédia apresentada de Sófocles em Atenas em 409 a. C., trata da do resgate do herói grego abandonado 10 anos em Lemnos durante a ida da expedição contra Tróia Grupo Giz-en-Scène. Direção Geral: Fernando Brandão e Edvanda Bonavina. Com Bruno Vieira, Lucas Dezzoti, Mariana Masotti, Paula Boschiero, Kelli Fauth, Michel Reis, Émerson Cerdas, Fábio Gerônimo, Dejalma Dezzoti. Direção Musical Fernando Brandão. Concepção: Carlos Alberto e Fernando Brandão.

  1. Gota d'Água

Intervenções. A partir de textos da personagem Joana da peça "Gota d'Água", de Paulo Pontes e Chico Buarque, friccionados com excertos de "Medea" de Eurípides e de "Medea Material" de Heiner Muller, um cor(p)o de mulheres atravessa estados limítrofes e passagens emblemáticas dessa personagem mítica. As intervenções (movimentos) perpassam a narrativa da personagem, podendo ser apresentados juntos ou separadamente.

  1. Canjerê de Joanas

Um coro perfomítico em três movimentos:
Movimento um: Essência do meu tormento (cerca de 15 minutos)
Movimento dois: Orixás do Olimpo  (cerca de 10 minutos)
Movimento três: Me mato, mato e me vingo  (cerca de 10 minutos)
Direção: Alice Stefânia. Elenco: Anahí Nogueira,Clarice César,Clarisse Johansson,Lorena Pires,Luciana Matias,Malena Bonfim.

  1. O amante do dragão embriagado

Performance solo inspirada na personagem Alcebíades de O Banquete, de Platão. O amante do dragão embriagado é poesia de evasão e arte militante pela própria natureza múltipla da performance, através da qual o jogo e vôo da fantasia não são nunca tão destacados de modo a não levar consigo todo um mundo subjetivo e um posicionamento concreto em face ao amor, ao vinho e a vida.
Concepção e performance:Samuel Araújo. 20 minutos.

  1. À Mesa

Livre adaptação de O Banquete, de Platão. Jovens atores se propõem a reencenar a obra platônica. Direção: Bruno Mendonça. Dramaturgia: Marcus Mota. Elenco: Emerson Dourado, Guilherme Caiscais, Luana Fonteles e Luciana Barreto 40 minutos.